Solenidade da Epifania do Senhor marca o Jubileu dos Freis da Paróquia do Rosário

Celebrando a Solenidade da Epifania do Senhor, na manhã deste domingo (03), a comunidade da Paróquia Nossa Senhora do Rosário, de Vila Velha  – ES, se reuniu no Santuário do Divino Espírito Santo, para louvar e bendizer a vida de Frei Clarêncio Neotti e Frei Djalmo Fuck, ambos jubilandos da Província da Imaculada Conceição do Brasil.

Frei Djalmo é natural de Angelina (SC), nasceu no dia 31 de março de 1974; vestiu o hábito franciscano em 12/01/1995; fez a profissão solene na Ordem Franciscana em 02/08/2000 e foi ordenado presbítero em 10/05/2003. Frei Clarêncio é natural de Salete (SC), nasceu no dia 29 de dezembro de 1934; vestiu o hábito franciscano em 23/12/1954; fez a profissão solene na Ordem Franciscana em 24/12/1958 e foi ordenado presbítero em 06/01/1961.

A Santa Missa teve início às 10 horas, tendo como presidência inicial, de Dom Frei Dario Campos. Se fizeram presentes também, na celebração, os freis do Convento da Penha, a Fraternidade Local do Santuário e o animador do Serviço de Animação Vocacional provincial, Frei Leandro Costa, que em sua primeira transferência morou com Frei Clarêncio e Frei Djalmo.

Como já dito, Dom Dario, iniciou a presidência da celebração, porém após o Sinal da Cruz e saudação inicial, pediu licença a Assembleia presente, e num gesto fraterno e de respeito, entregou a presidência da celebração a Frei Clarêncio. Nas palavras do Bispo: “O aluno entrega  a presidência da celebração, a àquele que já foi meu professor”. O Jubilando sacerdotal, continuou a presidência da celebração, invocando a misericórdia e dizendo que sua vocação não era somente responsabilidade sua, mas de toda a comunidade local, que como ele tem igual compromisso com seu ministério.

A homilia da Santa Missa ficou a encargo, de Dom Frei Dario, suas palavras além de serem dirigidas ao povo, fora em especial aos jubilandos. No início de sua pregação o bispo saudou a todos os presentes na missa, religiosos, o clero, freis, o povo e em especial aos parentes e amigos de Frei Clarêncio e Djalmo.

“Na solenidade de hoje nós queremos celebrar a vida, a entrega e a consagração religiosa e sacerdotal desses dois irmãos” falou Dom Dario. Parafraseando frei Clarêncio, o bispo citou: “O sacerdócio é um dom que traz consigo a chave que abre os cofres da graça misericordiosa de Deus, a quantos pedirem sua ajuda”. (Homilia de Frei Clarêncio, primeira missa de Frei Leandro 09/02/19). Ressaltando assim, que a consagração sacerdotal de frei Clarêncio é o rosto da misericórdia de Deus, e a vida religiosa de Frei Djalmo mostra que somente alguém apaixonado pela vida pode mostrar o caminho de Jesus de Nazaré. Finalizou o bispo: “Enfim obrigado por vossos sim, ao longo desses anos ao povo e a Deus, pela misericórdia com a essência do mistério celebrado na Epifania. Que a Virgem da Penha, continue intercedendo aos anjos por todos nós, mas principalmente ao nosso Pároco Frei Djalmo e a Frei Clarêncio, uma salva de palmas aos dois”.

Um momento muito marcante, da celebração fora o momento do ofertório, o cálice junto ao pão e vinho, fora trazido pelos sobrinhos de Frei Clarêncio, que no dia de sua Primeira Missa, fizeram a sua 1ª Eucaristia. Ambos entregaram ao tio, o pão e o vinho, que pelas mãos dele, há 60 anos se tornam Corpo e Sangue de Cristo!

Após a comunhão fora momento das homenagens. A paróquia do Rosário preparou uma lembrança a cada frei, que fora entregue ao som da Oração de São Francisco, cantada por dois jovens da Paróquia. Logo após as homenagens dos paroquianos, fora momento dos freis agradecerem, um por seu ministério e outro por sua vida consagrada.

“Queria agradecer a todos vocês, sem vocês eu exercia seu sacerdócio, Deus sabe disso. Agradeço ao Dom Dario, pela sua presença. Agradeço a sua presença pessoal, mas principalmente a presença como bispo, o bispo que me ordenou. Me emocionou muito ao final da ordenação, que com voz poderosa, o bispo que me ordenou gritou: “Frei Clarêncio”, repetindo três vezes, e falou pra mim, eu acabo de te gerar, o meu sacerdócio, então foi o filho de um bispo. No dia da minha ordenação em sua homilia, ele gritou várias vezes a frase do Apocalipse, “Segura o que tens”. Outro evento que me marcou, fora ao voltar de Roma, o então Papa João Paulo II, hoje são João Paulo, com sua mão já velha, me segurou pelo braço e repetiu a mesma frase, “Segura o que tens””.

Além do agradecimento frei Clarêncio, contou a história do desenho de sua lembrança, suas mãos mostrando o Cristo, por que quando na Epifania fora encontrar o Menino Deus, não tinha nada, mas suas mãos puderam apresentar o menino Deus.

Frei  Djalmo no seus agradecimentos, aproveitou para dar os avisos paroquiais, agradecer a todos os que preparam a liturgia, a todo o povo presente, e para finalizar em forma de prece, leu o seguinte poema de José Tolentino: “Dá-nos Senhor, a coragem dos recomeços. Mesmo nos dias quebrados faz-nos descobrir limiares límpidos. Não nos deixes acomodar ao saber daquilo que foi: dá-nos largueza de coração para abraçar aquilo que é.  Afasta-nos do repetido, do juízo mecânico que banaliza a história. Torna-nos confiantes  como os que se atrevem a olhar tudo,  e a si mesmos, com o encanto e a disponibilidade de uma primeira vez”.

E nesse espírito de gratidão e alegria, frei Clarêncio devolveu a presidência da celebração a Dom Dario, que deu a bênção solene a todos, e pediu vivas aos freis jubilandos.

Mesmo não tendo festa nem confraternização, o povo da paróquia se fez presente na missa, respeitando todas as normas sanitárias. O povo não pode abraçar os freis, mas o afeto e o carinho, podiam ser sentidos de longe. Os votos de toda a comunidade para os freis eram os melhores, de perseverança e que por muitos anos, possam servir a todo o povo, como com muito amor já fazem.

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