Frades da Paróquia fazem seu retiro quaresmal

A Fraternidade do Divino Espírito Santo, em Vila Velha, fez um dia e meio de retiro quaresmal antes da celebração do primeiro Capítulo local do ano.

Os Confrades receberam três textos para a reflexão ao longo da quinta-feira, dia 25 de fevereiro, além de fazerem uma hora de Adoração ao Santíssimo com o povo e concelebrarem a Eucaristia vespertina.

No dia 26, sexta, durante uma hora e meia, partilharam as reflexões feitas.

O primeiro texto era uma página escrita por Frei Constantino Koser, então Ministro Geral, para o Capítulo de 1973 e tratava da fé como fundamento de todo o projeto franciscano: “Único fundamento sólido em que se pode construir uma vida de oração, de celibato, de fraternidade, de pobreza e de serviço”. Todos estiveram de acordo que a fé tem tudo a ver com a perseverança ou a desistência, tema estudado pela Ordem toda no ano passado e neste. Se é verdade que a fé é graça de Deus, seu cultivo e sua frutificação é responsabilidade intransferível de cada um de nós.

O segundo tema tratou da Palavra de Deus na vida de São Francisco e na nossa vida franciscana. Um texto do Ministro Geral José R. Carballo, em carta a toda a Ordem na festa de Pentecostes de 2008. Nossa reflexão viu que este texto está muito ligado ao primeiro. Há um elo umbilical entre nossa fé e nossa vivência da Palavra de Deus. O texto nos ensinou que nós franciscanos não nos alimentamos só do Pão eucarístico, mas, na mesma proporção, nos alimentamos daquilo que São Francisco chamou de “Palavra perfumada e embriagante”. E percebemos que não basta a tendência que temos de fazer exegese. O conhecimento da Escritura, para Francisco, “não era especulativo, mas sapiencial. Para ele, a Palavra não era um texto de ontem, mas de hoje e para o hoje de Francisco, como aparece quando diz o ‘Senhor me disse no Evangelho’ e não ‘naquele tempo disse Jesus’, como é normal citar os ditos de Jesus. Francisco não estudou, mas viveu a Palavra”.

O terceiro texto foi tirado do discurso improvisado do Papa Francisco no término do Sínodo sobre a Família em outubro de 2014. O Papa lembra várias tentações que sofrem tanto os pastores quanto as ovelhas nos dias de hoje: o mau tradicionalismo, o ingênuo intelectualismo, o irresponsável liberalismo (que a moral chama de laxismo), a falsa segurança em “verdades” transformadas em dogmas, as abobrinhas na pregação do catecismo e a tentação de melifluir a cruz do Calvário. A Fraternidade reconheceu que os ataques que o Papa e algumas instâncias da Igreja vêm sofrendo nas redes sociais nascem, sim, daquelas tentações que, enquanto tentações ainda são positivas, porque podem ser purificadoras, mas, quando não digeridas, se tornam destruidoras da fé, da Palavra de Deus e da comunidade.

Outra hora do Capítulo, na manhã de sexta, foi dedicada à programação pastoral da Quaresma, Semana Santa e Páscoa, neste ano ainda excepcional de pandemia. Daremos especial atenção às celebrações penitenciais com absolvição; na quinta e na sexta-feira santas celebraremos duas vezes, com a mesma solenidade, para evitar a aglomeração. Temos o privilégio de uma igreja grande, onde quinhentas pessoas podem se reunir sem se aglomerar. Resolvemos também neste Ano de São José, celebrar sua festa com mais Missas e um tríduo de reflexão sobre o grande patriarca, Padroeiro da Igreja.

Frei Clarêncio Neotti, OFM

 

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