Papa: “irmã água” é fonte de vida e saúde

O Papa Francisco recordou que nesta segunda-feira celebramos do Dia Mundial da Água, que nos convida a refletir sobre o valor deste maravilhoso e insubstituível dom de Deus. Para nós crentes, a “irmã água” – disse o Papa – não é uma mercadoria: é um símbolo universal e uma fonte de vida e saúde. Francisco em seguida recordou as pessoas que não tem água: “Demasiados irmãos e irmãs têm acesso a pouca água e talvez água poluída! É necessário garantir água limpa e saneamento para todos”.

Francisco então agradeceu e encorajou todos aqueles que, com diferentes habilidades profissionais e responsabilidades, trabalham para este objetivo muito importante. E dirigiu seu pensamento para a Argentina:

“Penso, por exemplo, na Universidade da Água, na minha pátria, naqueles que trabalham para levá-la adiante e para fazer as pessoas entenderem a importância da água. Muito obrigado a vocês, argentinos, que trabalham nesta Universidade da Água”.

O Papa concluiu saudando todas as pessoas conectadas através dos meios de comunicação, com uma recordação especial aos doentes e às pessoas sozinhas e desejando a todos um bom domingo. Por favor, – repetiu mais uma vez – não se esqueçam de rezar por mim. Tenham um bom almoço e até breve!

Escassez de água deve afetar 660 milhões de crianças até 2040, diz Unicef

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, alertou no dia 22 de março que 660 milhões de crianças vão viver em regiões com escassez de água até 2040. O relatório “Sede do Futuro: Água e Crianças num Clima em Mudança” foi lançado dia 22/3 para marcar o Dia Mundial da Água, este 22 de março. As informações são da ONU News.

O documento analisa as ameaças à vida e ao bem-estar das crianças causadas pelo esgotamento das fontes de água potável e a forma como as mudanças climáticas vão intensificar esses riscos no futuro. O relatório afirma ainda que atualmente mais de 660 milhões de pessoas no mundo não têm acesso a recursos hídricos adequados e quase 1 milhão fazem suas necessidades a céu aberto.

Mais de 800 crianças com menos de cinco anos morrem diariamente de diarreia porque não têm acesso à água potável, saneamento básico e condições adequadas de higiene. Segundo os especialistas do Unicef, mulheres e meninas gastam 200 milhões de horas carregando baldes de água todos os dias no mundo inteiro.
O relatório diz ainda que o impacto das mudanças climáticas pode ser evitado e faz uma série de recomendações. Entre elas, pede que os governos planejem as alterações na disponibilidade e demanda de água pelos próximos anos.

É preciso, acima de tudo, diz o documento, dar prioridade ao acesso de crianças consideradas mais vulneráveis à água potável. As ameaças climáticas devem ser integradas em todas as políticas de serviços relacionados com água e saneamento.

Para o Unicef, os investimentos devem ter como prioridade as populações de alto risco. As indústrias têm de trabalhar com as comunidades locais para prevenir contaminação e as comunidades devem explorar maneiras de diversificar as fontes de água e aumentar a capacidade de armazenamento.

Fonte: Franciscanos

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