05/06: Solenidade de Pentecostes

Pentecostes / Espírito Santo

Pentecostes é a terceira maior festa do cristianismo. Os cristãos celebram a descida do Espírito Santo sobre cerca de 120 pessoas: os Apóstolos, Maria, algumas mulheres e outros discípulos. Esse grupo havia se reunido inicialmente “por medo dos judeus” (Jo 20, 19), mas também para rezar e esperar um sinal do alto. Pentecostes é celebrado no 50º dia depois da Páscoa – é isso que Pentecostes significa em grego, pentekostē (= 50º). Pentecostes é considerado como o nascimento da Igreja, e deve-se refletir sobre o significado de este local de nascimento ser idêntico ao local onde Cristo celebrou a Eucaristia pela primeira vez.

O Espírito Santo “é a terceira pessoa da Santíssima Trindade e é da mesma grandeza divina que o Pai e o Filho” (YOUCATC 38). Jesus prometeu aos discípulos que mandaria a eles outro “Paráclito” (Jo 14, 16) pouco antes de Sua morte, que permaneceria com eles após Sua partida. Quando os discípulos receberam o Espírito Santo, eles entenderam o que Jesus quis dizer com aquelas palavras. Eles experimentaram uma profunda alegria e uma forte sensação de proteção, e receberam carismas (= dons da graça), isto é, podiam profetizar, curar e realizar milagres. “O espírito é que vivifica” (Jo 6, 63) – os cristãos, mas também toda a Igreja, que estaria completamente perdida sem o Espírito Santo. Sem os dons do Espírito Santo (1Cor 12), a Igreja é uma instituição morta.

O que a Bíblia diz?

A descida do Espírito Santo, profeticamente anunciada por Jesus, aconteceu no dia da festa da colheita judaica, num evento dramático: “De repente, veio do céu um ruído, como se soprasse um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados. Apareceu-lhes então uma espécie de línguas de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles” (At 2, 2-3). Os discípulos, sem saber o que estava acontecendo, “começaram a falar em línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem” (At 2, 4). No momento de seu nascimento, a jovem Igreja, cheia do Espírito, imediatamente desenvolveu um dinamismo missionário. Isso é o que Jesus tinha também pedido antes de partir: “Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28, 19). Aqueles que testemunharam a descida do Espírito Santo perguntaram aos discípulos: “Que devemos fazer, irmãos?” (At 2, 37). A resposta foi dada por Pedro: “Arrependei-vos e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo” (At 2, 38). O poder do Espírito Santo é palpável: “Os que receberam a sua palavra foram batizados. E naquele dia elevou-se a mais ou menos três mil o número dos adeptos” (At 2, 41). No Espírito Santo, “perseveravam eles na doutrina dos apóstolos, na reunião em comum, na fração do pão e nas orações” (At 2, 42).

Mesmo antes de Pentecostes, o Espírito Santo é uma realidade divina no Novo Testamento. Maria recebe Jesus “envolvida pela sombra” do Espírito Santo (Lc 1, 35). No Batismo no rio Jordão, o Espírito Santo desce sobre Jesus (Mt 3, 16). No Evangelho de João, Jesus fala do “Espírito da Verdade” (Jo 14, 17). No Antigo Testamento, o entendimento sobre o Espírito Santo evolui gradualmente. “O Espírito de Deus”, diz a narrativa da criação, “pairava sobre as águas” (Gn 1, 2). O homem se torna um ser vivente quando Deus inspira-lhe as narinas com seu “sopro” (Gn 2, 7). Jó confessa: “O Espírito de Deus me criou, e o sopro do Todo-poderoso me deu a vida” (Jó 33, 4). A palavra hebraica para esse sopro é ruach – e é feminina, o que é um sinal de que, em Deus, até a criação materna da vida tem seu lugar.

Fonte: YouCat

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