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Melhorias para preservar

Conforme dissemos, a obra de restauro e de revitalização da Igreja de Nossa Senhora do Rosário de Vila Velha alcançou todo o imóvel, preservando a construção, evidenciando marcas importantes dos tempos de sua história e oferecendo melhores condições de uso do templo, que tem atividades paroquianas regulares. A seguir, alguns registros das melhorias executadas:

Coro

O coro da Igreja de Nossa Senhora do Rosário é um dos elementos do templo foi bastante modificado no século XX. Conforme já salientado, segundo Canal que Filho e Terrão (2015), nos anos de 1980, o templo “sofreu sua intervenção mais impactante”, quando, além da retirada do púlpito de madeira, houve a “substituição de toda a estrutura de madeira do coro por uma nova em concreto armado” (p.5).

Segundo o relatório final da obra, “depois de aprovada a opção da não demolição do coro executado em concreto pelo IPHAN, executou-se uma forração no fundo da laje com madeira tipo cumaru, diminuindo o impacto visual pesado que a atual estrutura de concreto provocava, garantindo com isso a integridade estrutural das paredes laterais da igreja onde toda a laje está apoiada”.

Telhado

Todas as telhas foram retiradas, lavadas e pintadas, com as devidas substituições necessárias. As madeiras receberam tratamento e aquelas peças irrecuperáveis do n trocadas por novas unidades de madeira de lei paraju. Para o reforço estrutural do forró, instalaram-se peças de madeira de lei garapa.

Reboco

Fizeram-se reparos em toda a estrutura da igreja onde havia problemas de infiltração, falhas e ocos. Nos locais em que se verificaram rachaduras e/ou trincas, foram executados cortes transversais para a inserção de arames de cobre, com o objetivo de promover uma amarração, tratando-se a rachadura e evitando-se novos danos.

Iluminação e som

As instalações elétricas existentes entre o telhado e o forro foram substituídas por dutos com novas fiações. Também se posicionaram novas caixas de passagens nos pontos específicos para instalação dos lustres de iluminação da Nave, assim como em todo o interior do templo. Vale registrar que a iluminação da igreja passou a ser feita com o que há de mais atualizado nessa área incluindo o uso de LEDs. Também foi instalado um moderno sistema de sonorização do templo.

Rampa de acesso

Com trabalho arqueológico específico, também se fez a escavação de um terreno próximo à porta lateral esquerda, com vistas à construção de uma rampa de acesso ao interior da igreja para portadores de mobilidade reduzida e idosos, a qual foi executada em concreto armado e recebeu guarda-corpo e corrimão. Segundo o relatório da obra, “nessa investigação, foram encontrados poucos fragmentos de ossos, entulhos de construções e uma mureta aparentemente de meados do século XX”. Ainda sobre escavações, em busca das causas de infiltrações nas paredes do templo, os restauradores encontraram “material arqueológico rico em informação (ossos articulados)”, que foram mantidos no local.

Sancas e óculos

Foram restaurados a sanca em madeira e as molduras dos óculos das duas laterais da capela-mor. As sancas de madeira existentes apresentavam avançado estado de deterioração devido à presença de cupins. Para a realização da nova sanca foi utilizada madeira tipo caxeta.

Esquadrias de madeira

As obras incluíram o restauro das esquadrias de madeira de todo o templo. Foram substituídas as peças degradadas por novas unidades em madeira tipo garapa.

Paredes

Todas as paredes internas, que apresentam muitos danos, foram restauradas. Trataram-se problemas como: umidade, ocos, bolor/fungos, deslocamento em placas, deslocamento com pulverulência (pó) e trincas horizontais.

Segundo informado no relatório da restauração, “para definição das cores parte superior das paredes da nave, forro de madeira e esquadrias de madeira, foram realizados teste com vários tons próximos ao especificado no memorial descritivo da obra e no dia 6 de julho de 2016, com a presença da comunidade e de representantes do IPHAN, ficaram definidas” as tonalidades utilizadas.

Forro

Os forros de madeira da capela-mor (tipo abóbada) e da nave (tipo gamela), por estarem em bom estado de conservação, sofreram intervenções pontuais. A madeira utilizada para essas poucas substituições foi a peroba. Na sequência, os forros foram lixados por processo manual e pintados com esmalte sintético branco.

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