Igreja pelo Mundo

Campanha da Fraternidade 2021

Paz e Bem!

Anualmente a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realiza a Campanha da Fraternidade no tempo quaresmal da Igreja. A Quaresma é um período de quarenta dias em que o Cristão se dedica a conversão e reflexão espiritual. A Campanha da Fraternidade é uma forma de contribuir para uma melhor vivência desse tempo e tornar a pessoa mais solidária diante de situações concretas que envolvem a sociedade brasileira.

Aproximadamente, a cada cinco anos, a Campanha da Fraternidade é promovida de forma ecumênica, em conjunto com outras Igrejas Cristãs. No ano de 2021 a campanha será realizada nesse formato e terá como tema “Fraternidade e diálogo: compromisso de amor”, e o lema “Cristo é a nossa paz: do que era dividido fez uma unidade” (Ef 2, 14ª). A equipe que prepara a CFE do ano que vem, é composta por representantes da CNBB e de outras igrejas-membro do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic).

“Vivemos em um mundo com novas expressões, novos conceitos e com novas palavras: polarizações, Fake News e tantas outras expressões que já fazem parte do nosso vocabulário. Sinais de um novo tempo onde parece que o diálogo, a boa conversa já não são prioridades em alguns ambientes. Assim, dando continuidade a CF de 2021 a CNBB e o CONIC abraçaram juntas a Campanha da Fraternidade de 2021 que será ecumênica. Fraternidade e diálogo, compromisso de amor! O lema que nos motiva é recolhido da carta de Paulo aos Efésios (Ef 2,14ª): “Cristo é a nossa paz. Do que era dividido fez unidade. ” Qual é o significado desta confissão de fé em tempos tão incertos como este em que vivemos, caracterizado por conflitos, por afirmação e defesa de identidades, às vezes com violência, racismos, xenofobias e outras práticas de ódio? Como anunciar a Boa Nova de Jesus Cristo em períodos turbulentos como o atual? Eis a grande motivação para a campanha: convidar as comunidades de fé, pessoas de boa vontade a pensar, avaliar e identificar caminhos para superar as polarizações e violências através do diálogo amoroso testemunhando a unidade na diversidade”, comenta Pe. Patriky Samuel Batista, Secretário executivo de Campanhas da CNBB.

O Diálogo Ecumênico cria a fraternidade, um relacionamento de respeito entre aqueles que acreditam em Jesus Cristo e que seguem o Evangelho.

“Daí a importância de viver a campanha da fraternidade como tempo de conversão, tal como exige o período quaresmal. Momento para nos perguntarmos: o que aconteceu conosco que já não dialogamos mais? Vejo o outro como irmão ou como um desconhecido? Quem ama sempre está aberto ao diálogo. O diálogo confere identidade ao amor cristão. Um coração convertido pela Palavra de Deus será sempre um coração aberto ao diálogo com o próximo. Por esta razão temos aqui um belo itinerário quaresmal: estabelecer um sincero diálogo com Deus, um fraterno e amoroso diálogo com o próximo, um profético diálogo que rompe com a indiferença frente ao sofrimento”, acrescenta Padre Patriky.

O Secretário executivo de Campanhas da CNBB, nos rememora de que neste ano recordamos os 25 anos da publicação da Carta Encíclica Ut unum sint de São João Paulo II. Uma Encíclica que contribuiu muito para o diálogo e a unidade entre os Cristãos.

“Uma encíclica que confirma de modo irreversível o empenho ecumênico da Igreja Católica. Nela lemos que “a legítima diversidade não se opõe de forma alguma à unidade da Igreja, antes aumenta o seu decoro e contribui significativamente para o cumprimento da sua missão” (n. 50). Neste horizonte afirma o Papa Francisco que “a unidade não é principalmente o resultado da nossa ação, mas é dom do Espírito Santo. E não acontecerá como um milagre, mas caminhando juntos”. Neste esforço contínuo de busca da unida ficou famosa a expressão de que o diálogo “uma troca de presentes”. Presente que faz brilhar a identidade de cada um. Presente para o mundo como testemunho de comunhão. Em tempos onde crescem os muros somos chamados a construir pontes por meio de um “ecumenismo receptivo”, de acolhida e convivência onde sejamos capazes de dizer que, quem somos é um presente para você e o que você tem é um presente para nós. Reconhecer que outros cristãos têm dons e estar disposto a aceitá-los como algo que poderia ajudar a própria comunidade a crescer na fé requer conversão e compromisso. Lembrando o Papa Paulo VI São João Paulo II recorda que O diálogo não é apenas uma troca de ideias; de algum modo, é sempre um intercâmbio de dons”, ressaltou.

CARTAZ DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE DE 2021

“A identidade visual da CFE 2021 expressa a comunhão dos diversos dons e carismas presentes nos membros das diversas comunidades de fé que compõe o CONIC. Dons que se movimentam por meio de uma ciranda onde não há primeiro nem último; onde todos se unem, buscam o mesmo compasso, a mesma sintonia, formam comunhão em movimento. A ciranda da vida coloca de mãos unidas os membros das Igrejas, mulheres e homens de boa vontade presentes nos diversos ambientes da sociedade e nos faz um convite quando, entre a criança e o cadeirante há um espaço aberto à espera de todos que desejam se unir à roda da fraternidade. O lema bíblico em destaque está entre dois mosaicos que sinalizam a centralidade da Palavra de Deus que nos une ao mesmo tempo em que indica a beleza da unidade na diversidade. No mosaico da esquerda, de forma discreta, encontramos o traço de uma cruz, símbolo do Cristo que vence a morte e, Ressuscitado, nos convida a testemunhar a paz que é resposta a um mundo de muros e polarizações. Nele somos chamados a edificar pontes de fraternidade. O diálogo enquanto compromisso de amor é a certeza que nos une e nos envia em missão como bem nos lembra a canção “Baião das Comunidades” somos comunidade, povo do Senhor, mulheres e homens de fraterna comunhão e solidariedade”, nos explica o Pe. Patriky Samuel Batista, Secretário executivo de Campanhas da CNBB.

OBJETIVO GERAL DA CAMPANHA DE 2021

A Campanha da Fraternidade tem como objetivo geral, redescobrir a beleza do diálogo; denunciar a instrumentalização da fé e as diferentes formas de violência; promover a conversão; promover e estimular a convivência e o diálogo ecumênico; animar as ações concretas em favor do amor ao próximo e superar as desigualdades.

EDIÇÕES ANTERIORES

A primeira foi organizada no ano 2000, e teve como tema “Dignidade humana e paz”, e o lema escolhido foi: “Novo milênio sem exclusões”.

A segunda edição, em 2005, falou sobre “Solidariedade e paz”, com o lema: “Felizes os que promovem a paz”.

Em 2010, o tema versou sobre “Economia e Vida”, com o lema “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro”.

Em 2016, com o tema “Casa comum, nossa responsabilidade” e lema “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca” (Am 5.24), com foco no saneamento básico, desenvolvimento, saúde integral e qualidade de vida aos cidadãos.

Fonte: CNBB

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