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Francisco e o Natal

Paz e Bem!

No início da noite de ontem aconteceu a abertura do Advento em nossa Paróquia com o acendimento da árvore de Natal que neste ano tem 12 metros de altura e a benção do presépio que usou mais de 1000 metros de papel para a confecção da gruta. O momento contou com a apresentação do coral das crianças da Catequese e dos adolescentes que participam nas missas durante todo o ano cantando e tocando instrumentos, além de participações especiais de famílias da Paróquia e dos nossos freis e também dos freis Paulo e Alessandro do Convento da Penha. Também aconteceu uma representação teatral da criação do presépio, que foi idealizado por São Francisco de Assis. Além disso, uma jovem representou Maria grávida, que veio montada em uma égua, trazida pelo seu dono, que representava São José e que juntos de São Francisco compuseram o presépio, com a manjedoura vazia à espera do Menino Jesus.

História contada durante a apresentação

A árvore iluminada do Natal reforça a ideia teológica de que o Filho de Deus nasceu no Natal para devolver à criatura humana seu status de imortalidade junto de Deus, perdido por Adão e Eva no paraíso terrestre.

O livro do Gênesis conta como o primeiro casal vivia feliz, sem saber o que era maldade e desgraça. O demônio, encarnado numa serpente, perguntou a Eva por que ela e Adão não podiam comer dos frutos do jardim. Eva respondeu que podiam, sim, comer de todos os frutos menos da árvore vistosa plantada no centro. O diabo não teve muita dificuldade em convencer os dois a desobedecer a ordem de Deus.

Comendo dos frutos daquela única árvore proibida, a criatura humana perdeu a imortalidade e a força de retornarem sozinhos para a casa do Pai do Céu.

Ora, na noite de Natal, Jesus, Filho de Deus, nasce criatura humana para ensinar às criaturas o caminho de volta para o céu. Jesus pôde salvar as criaturas, porque ele era mais que uma criatura humana: era também Deus. A árvore iluminada ao lado do presépio nos lembra a imortalidade que o homem perdeu no paraíso, quando o diabo enroscado numa serpente levou Adão e Eva à desgraça.

Na noite de Natal não temos a cobra que fala em nome do diabo, mas as luzes de todos os tipos e cores, transformando a escuridão da noite em luz que desfaz a treva do pecado.

A luz é o principal enfeite da Árvore do Natal, porque nessa noite nasceu aquele que se definiu como ‘a luz do mundo’ e convida todas as criaturas a entrarem no mundo da luz, da salvação: “Quem crer em mim não andará nas trevas, mas terá para sempre a luz da vida” (Jo 8,12).

A árvore que no início da história trouxe a desgraça da escuridão da morte, volta no Natal de Jesus transformada em árvore da luz, árvore da vida.

Era o ano de 1223, São Francisco chamou um amigo da Vila de Greccio e lhe propôs: “Vamos celebrar o natal de Jesus de uma forma viva. Prepara na praça uma cabana rústica. Dentro dela bota um cocho com palhas e perto amarra um burrinho e uma vaquinha. Na noite de Natal traze uma criança de colo, que fará de Menino Jesus.”

O homem arranjou tudo como São Francisco queria. Na noite de Natal reuniu todo o povo da redondeza na praça de Greccio. Os homens vieram com tochas nas mãos e as mulheres vieram com seus filhos pequenos.

Francisco vestiu as vestes de diácono e cantou o evangelho do nascimento de Jesus no Natal. Depois pediu que todos, com grande alegria e maior humildade, se aproximassem da cabana, onde a vaquinha olhava a todos com mansidão, o jumento admirado mexia as grandes orelhas. O céu estava todo estrelado. A mata em torno iluminada pelas tochas.

Francisco pegou a criança no colo e pregou sobre a doçura de Deus no nascimento de Jesus em Belém. E falou com tanta ternura e carinho que as lágrimas corriam de todos os olhos, dos homens e das mulheres, e Francisco, todas as vezes que pronunciava o nome de Jesus, lambia os próprios beiços, para sentir o gosto da doçura de um Deus feito criança.

A partir daquele natal de 1223, os franciscanos passaram a representar ao vivo o nascimento de Jesus em Belém, construindo em suas igrejas e casas presépios e árvores iluminadas.

 

 

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