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Festa litúrgica da impressão das chagas do “Seráfico Pai São Francisco”

“Quanto a mim, não aconteça gloriar-me senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, por quem o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo” (Gl 6,14).

A família franciscana se reuniu, neste domingo, no Santuário do Divino Espírito Santo – Vila Velha, para a celebração da impressão das Chagas do Pai Seráfico Francisco.   A celebração foi conduzida pelo Frei Djalmo e teve a participação da fraternidade da Paróquia Nossa senhora do Rosário, da Fraternidade do Convento da Penha, Fraternidade de Colatina e dos irmãos da OFS.

Em sua homilia, Frei Djalmo fala da importância da celebração das chagas de São Francisco de Assis. “A impressão das chagas no corpo de São Francisco, não foi senão a coroação de toda uma vida. Desde o início da sua conversão ele se deslumbrava ao contemplar o Cristo de São Damião, tão humano, tão despojado, tão pobre e crucificado. Por isso este Cristo ocupa o lugar central de toda a sua vida. Especialmente quando Francisco se encontra com os leprosos e excluídos da sua época.  Francisco teve a sensibilidade de descobrir a face do Cristo sofredor, dos conflitos sociais nos leprosos e nos marginalizados.  Carregava em seu corpo, desde o início de sua conversão as chagas de misericórdia.  Através delas, como que por uma brecha luminosa, Francisco pode ver todo o mistério de Cristo e de Deus; a sua paixão; a sua vida terrena cheia de compaixão pelos pequeninos e doentes e sua encarnação no seio da Virgem Maria.  A impressão das chagas no Monte Alverne, dois anos antes da sua morte, é como a coroação dessa caminhada de proximidade com Deus, com o crucificado, com os sofredores e excluídos.  Francisco ora ao pai pedindo provar no seu corpo as dores do Senhor Jesus e sentir tão grande amor pelo crucificado, como Ele, o Cristo, sentiu por nós.  E de fato aconteceu.  Francisco é assim açoitado cruelmente pelo sofrimento.  No Cristo Crucificado Francisco encontra toda a vitalidade que lhe abrasava o coração, a ponto de se transformar no Cristo estigmatizado, por ser como nós chamamos, os franciscanos:  Francisco, um outro cristo! O Cristo pobre e sofredor estava em seu projeto de vida. Seria Ele, o Cristo, como que uma auto estrada a conduzi-lo mais e mais a uma profunda união com Deus, a ponto de exteriormente, pelas cinco chagas cravadas em seu corpo, assemelhar-se ao Cristo Crucificado.  Como cristãos nossas vida devem levar impressas, marcadas, as chagas de Jesus, do filho crucificado por amor.  Levar a cruz de cada dia, carregar as chagas, é assumir nossos males, é morrer continuamente e cotidianamente por Cristo, vivendo para Ele. Em nosso mundo atual, onde parecem dominar as forças que dividem e destrói, Cristo continua oferecendo a todos o seu claro convite, assim como convidou Francisco: “Quem quiser ser meu discípulo renegue ao próprio egoísmo e prepotência e carregue comigo a cruz”. E finaliza “peçamos a intercessão do Francisco estigmatizado no Alverne para que o Senhor nos conceda seguir com decisão atrás dele, conformados a paixão de Cristo e sermos sempre participantes de sua ressurreição”.

Após a homilia, um momento especial com um jovem representando Francisco e sua súplica ao Cristo Crucificado e a impressão das chagas em seu corpo.

Ao final da celebração, Frei Djalmo convida toda a família franciscana e irmãos da OFS, para juntos darem a benção à assembleia.

Confira algumas fotos da celebração de ontem:

 

 

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