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3º dia da Novena de Pentecostes: “Espírito de Paz”

O tema do 3º dia da novena de Pentecostes foi “Espírito de Paz”, proposto a partir da inspiração do Evangelho de João (14, 27): “Eu deixo para vocês a paz”.

Preparada pela Congregação Mariana e pelo Terço dos Homens, a celebração teve a presença dos freis Clarêncio e Nazareno e foi presidida por frei Paulo César Ferreira, do Convento da Penha.

Precedendo o início da Santa Missa, deu-se um momento de interiorização, para que a assembleia se preparasse espiritualmente. Depois, foi feito um acolhimento às mães presentes, em homenagem ao dia dedicado à elas.

No momento de acendimento da 3ª vela, a comentarista refletiu sobre a paz, ressaltando o papel de Maria na história:  “Neste dia dedicado às mães, queremos homenagear aquela que é mãe de Deus e nossa mãe; aquela que pela ação do Espírito Santo acolheu em seu ventre o Príncipe da paz. Nossa Senhora portadora de importantes mensagens para toda a humanidade. Há exatamente 101 anos, em Fátima, ela nos pedia para rezar o rosário pela paz no mundo, um pedido atual e mais do que nunca necessário. Nossa Senhora é a rainha da paz, que junto a Jesus ora por nós”.

Neste instante, no corredor central, uma jovem representando Maria entrou acompanhada de grandes bandeiras brancas simbolizando a paz.

No ato penitencial, Frei Paulo lembrou sobre a figura de Maria que nos questiona e nos inspira a dar o melhor de nós, não somente de boca, mas do fundo do coração. Ele nos questionou se temos sido aquilo que ouvimos e celebramos:  “Aprendamos com Nossa Senhora, aqui na celebração, na família, no dia a dia, no ambiente de trabalho… Somos lá fora o que presenciamos aqui? Temos levado, mostrado e sido Jesus de carne e osso para aqueles que convivem conosco? Temos sido comunicadores daquilo que celebramos? Da paz e do bem?”

Frei Paulo iniciou a homilia fazendo uma breve reflexão da Ascensão do Senhor, um mistério grandioso: “Jesus tendo terminado seu tempo, sua missão desse mundo, voltou ao Pai.  A missão começa e termina com o Pai. Assim como Jesus foi enviado, Ele também nos envia. Não estamos sozinhos nesta empreitada. Quem faz a experiência de Deus, não se contenta de alegria, de força de vontade, de mostrar serviço.  Surgirão tribulações, tentações de  fazer de outro jeito, mas Deus trabalha em nós.  É muito difícil. Talvez achamos que podemos fazer sozinho.  Mas ele nos dá irmãos e irmãs que fazem junto conosco”.

Frei Paulo abordou também o tema deste 3º dia da Novena: “Temos que ter muita paz em nossos corações e, para sermos espírito de paz, ter um coração pacificado, o Espírito Santo é quem nos ajuda. Mas temos que querer, temos que rezar para conseguir chegar lá”.

Frei Paulo trouxe ainda diversos textos que têm a paz como tema:

“Que a paz de cristo reine no coração de vocês” (Colossenses 3, 15). “Sejamos, então, muito agradecidos por esta paz para qual somos chamados como membros de um mesmo corpo.  Para sermos construtores da paz é preciso ter um coração novo, um coração sereno, pacificado e forte”, destacou o frei.

Santo Agostinho também foi lembrado para entendermos o ideal de paz: “Fizestes-nos, Senhor, para Ti e nosso coração está inquieto enquanto não repousa em Ti”; “Na boa vontade está a nossa paz”; “Todo corpo, apesar de seu peso, tem um lugar próprio. Meu peso é o amor que me leva onde quer que eu vá”.

A partir desses trechos de Santo Agostinho, o frei nos fez a provocação de onde está o nosso peso. “Que seja no amor”, disse ele.

Ainda em memória a Santo Agostinho, Frei Paulo seguiu a reflexão:  “Que Deus transforme nosso coração em um coração de amor, um coração de Deus. Afinal, existe outro bem maior do que a vontade de Deus? Jesus nos revela que na vontade do Pai está a nossa paz, a verdadeira satisfação. Para Santo Agostinho, a paz interior é adesão à vontade do pai. Quem crê em Deus é de paz.  A paz interior é o critério principal de toda paz, de todo o meu agir.

O Espírito Santo tornou possível e frutíferos nossos esforços de mortificação. Por que ficar atribulado? Deus está presente e isso basta.  A alegria do coração é a certeza de sermos amados de Deus.  Portanto, somos bem mais que vencedores. A paz interior é concedida pela graça de Deus, em nome de Jesus, na confiança de Jesus, na santidade e na graça.  Nenhuma tribulação é forte o bastante para compará-la ao amor de Deus. Deus existe! Deus está presente e isso basta!”

Ele finalizou lembrando que o amor liberta e pacifica os corações, e deixou o conselho: “Quando precisamos encontrar a paz devemos rezar:  ‘Vinde Espírito Santo consolador, enchei os nossos corações com o fogo do vosso amor’”.

O encerramento da Santa Missa foi com homenagem e benção especial às mães, seguida de aspersão com água benta.

 

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