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Dom Dario Campos recebe jornalistas e fala sobre CEBs, trabalhos sociais, Igreja em saída, diálogo e combate à violência.

Dom Dario Campos, que toma posse neste sábado na Catedral Metropolitana de Vitória como o novo Arcebispo Metropolitano, se reuniu em sua casa, na Ponta Formosa, Praia do Canto, com a imprensa capixaba para uma primeira conversa, na tarde desta sexta-feira . Logo no início da conversa, Dom Dario cumprimentou os jornalistas com a saudação franciscana “Paz e bem”.

Dom Dario contou inicialmente um pouco de sua trajetória e afirmou que a Arquidiocese de Vitória  tem um papel fundamental na história eclesial do Estado do Espírito Santo.

“Aqui em Vitória, está a sede da nossa Arquidiocese, da nossa Província Eclesiástica e temos fundamental importância pelo nosso compromisso evangélico, pela nossa ação transformadora como uma Igreja que tem opção preferencial pelos pobres,  uma Igreja com ação nas Comunidades Eclesiais de Base (Cebs) e não podemos perder nossa memória. O modo de ser igreja no Estado do Espírito Santo é referência no Brasil”, disse.

Dom Dario continuou a conversa contanto que o próprio Papa Francisco, pediu que ele tenha especial atenção com os menos favorecidos, e que o Papa deixou claro  este pedido em sua Carta de Nomeação.

Este foi o principal motivo da escolha de Dom Dario para o início de seu ministério na Arquidiocese de Vitória, o bairro São Benedito, onde vai celebrar no domingo, às 9 horas, a Missa da Epifania.

” A escolha de um foi por um bairro de periferia, onde nossos irmãos são esquecidos pelo poder público. Além de atender o pedido do Papa também satisfaz profundamente meu desejo, minha escolha de estar junto dos irmãos abandonados”, afirmou.

Ano do Laicato

Durante o encontro, Dom Dario tocou também em alguns pontos importantes na Arquidiocese e reforçou a importância dos leigos e leigas na ação evangelizadora da Igreja.

“Nós precisamos estar constantemente alertas para o protagonismo dos leigos. Não podemos colocar o leigo a leiga à parte, especialmente das mulheres. Ai nós se não fosse as mulheres na Igreja. Foi uma mulher que teve coragem de ir de madrugada para encontrar com Jesus no túmulo e foi ela que saiu a anunciar que Jesus não estava mais lá, que havia ressuscitado.  A coragem de uma mulher fez com que a Igreja nascesse para fora”, lembrou.

Trabalhos sociais

O novo Arcebispo comentou sobre a importância do fortalecimento dos trabalhos sociais, não só nas paróquias da Arquidiocese, mas em todas as paróquias do estado. “Cada uma de nossas paróquias e também nas paróquias de nossas Igrejas irmãs, tem que fortalecer os trabalhos sociais e fazer emergir, tornar mais claro e evidente o que está sendo feito”.

Igreja em saída

Dom Dario lembrou o pedido de Papa Francisco e de ir ao encontro de nossos irmãos. “Sair é ir para as periferias, tanto as geográficas, como as existências, pois a pobreza e as  mazelas existem tanto na periferia quanto na classe A. Quantos estão abandonados, esquecidos também na classe A.”

Diálogo

Para Dom Dario outro ponto fundamental é manter um diálogo profundo com os poderes constituídos, pois em sua opinião a Igreja ainda tem seus limites com esses poderes. Ele lembrou ainda que a Campanha da Fraternidade de 2019 traz as questões das políticas públicas, que devem ser amplamente discutidas e colocadas em prática

“Nós, junto com o povo precisamos clamar pelos mais necessitados O Papa quer que o irmão que está abandonado tenha um dignidade, tenha uma vida melhor. O intercâmbio com os poderes constituídos e com a ajuda da comunicação (se referindo aos jornalistas presentes) pode nos ajudar muito a  melhorar  a qualidade de vida dos nossos irmãos empobrecidos.”

Violência

O debate sobre a violência no estado foi outro ponto da conversa. Dom Dario expôs sua preocupação com os altos índices e disse que mesmo que as pesquisas mostrem que eles atualmente tiveram uma diminuição, não há motivos para comemorações.

“Temos que dialogar com toda sociedade civil a respeito da violência crescente no estado. Não podemos ficar satisfeitos com a diminuição desses índices e sim trabalharmos para que ela acabe. O poder público fica satisfeito com essa queda, mas enquanto tiver um irmão sofrendo, um irmão morrendo, uma mulher sendo assassinada, um jovem negro ou branco sendo morto, não há comemorações. Jesus nos chamou à vida e não para a morte”. afirmou

Para finalizar sua fala, Dom Dario voltou a lembrar da missa na Comunidade de São Benedito, no dia em que a Igreja celebra a Epifania e falou sobre a mensagem que há na comemoração desta data.

“A grande mensagem que os magos trazem para nós é: quem encontra com Jesus, retorna por um outro caminho. Herodes queria matar Jesus e contava que os Reis Magos dissessem onde ele se encontrava. Mas guidados por uma estrela e por sonho, eles foram avisados das intenções de Herodes e voltaram para suas terras por outros caminhos. Ele continuou sem achar Jesus e mandou matar todas as crianças com menos de dois anos. Então quem encontra com Jesus, retorna por um outro caminho, e quem não encontra, continua com sua violência interna. A presença da Igreja no Estado é fazer com que as pessoas encontrem com Jesus e retornem por um novo caminho”, finalizou.

Fonte: Arquidiocese de Vitória

 

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