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8º Dia da Novena de Pentecostes: “Quem se humilha será exaltado” (Lc 18, 14)

Com alegria, celebramos nessa noite o penúltimo dia da Novena de Pentecostes, com o tema “Espírito de Humildade”, proposto a partir da passagem do Evangelho de Lucas “Quem se humilha será exaltado” (Lc 18, 14b). Iniciamos a celebração, com a representante das equipes do “Mães que oram pelos filhos” e da “Ordem Franciscana Secular”, saudando os freis Djalmo, Clarêncio e Florival, além do diácono Campelo e o presidente da Celebração, padre Gudialace.

Frei Clarêncio agradeceu a presença do padre Gudialace, ressaltando a satisfação com sua participação, inclusive por ele ser pároco da paróquia vizinha, Nossa Senhora das Graças, em Itaparica. No momento devocional da noite, fomos motivados a refletir sobre a humildade, clamando pelo “Espírito da Humildade”, pois “sozinhos não somos capazes de nada” e rogamos “fica Senhor conosco”. Outro momento de reflexão, foi quando fomos convidados a refletir sobre como temos praticado a virtude da humildade? Seguimos pedindo que o Espírito Santo nos libere de toda presunção, soberba, prepotência e nos preencha com humildade.

Nesse momento, entrou na igreja um casal com seu filho, representando a Família de Nazaré, que acendeu a 8ª vela da Novena. Após a leitura do Evangelho, pelo diácono Campelo, o padre Gudialace iniciou a homilia dizendo que teria que falar pouco, já que uma das características do humilde é falar pouco, brincou.  E lembrou que não se pode confundir uma pessoa humilde com aquela que se faz de vítima nas situações.

Ele citou a leitura da noite “Todos vós, em vosso mútuo tratamento, revesti-vos de humildade; porque Deus resiste aos soberbos, mas dá a sua graça aos humildes” (1Pd 5, 5b), e reforçou que “revestir de humildade”, tem uma tradução que é “vestir de novo, vestir novamente”. O padre destacou o quanto a humildade é frágil e escapa de nossas mãos: “Quando pensamos que temos a humildade, ela escapa.  Assim como o silêncio.  Quando falo que tenho o silêncio, o silêncio acaba.  Se digo: ‘eu sou humilde’, a humildade já acabou, porque é sinal de vanglória”.

Ele exemplificou com momentos da vida, onde as pessoas questionam: “Meu Deus, por que eu? Por que morreu minha mãe? Por que estou doente?”. “A pessoa que faz esse tipo de pergunta, se acha melhor que as demais e aí fraqueja e cai. A pessoa humilde sabe que todo ser humano é passível de atribulação, e quando sente que a cruz está pesada, olha para o céu e diz ‘Senhor me ajude’.  A pessoa humilde, não se acha melhor e nem inferior a ninguém”.
Quem tem humildade é mais bonito do que quem não tem.  Quem não é humilde se deteriora.  As pessoas olham e contemplam de forma diferente. Feiura no orgulho, na soberba…”, considerou.

O padre finalizou pedindo a graça de sermos revestidos com o dom da humildade: “Revistamos da humildade para que sejamos fortes na adversidade e para que nos tornamos mais bonitos aos olhos do Pai”. Frei Clarêncio mais uma vez agradeceu a presença de todos, sobretudo do padre Gudialace. Frei Djalmo também agradeceu e convidou a todos para o último dia da Novena, que será celebrado nesse sábado.