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7º Dia da Novena de Pentecostes: “Espírito de Fé”

Com muita alegria, hoje vivenciamos o 7º Dia da Novena de Pentecostes com o tema “Espírito de Fé”, inspirado na passagem do Evangelho de Mateus “Não tenha medo. Apenas creia” (Mt 5, 36).
Demos início à celebração, com a representante das equipes de Catecumenato e Crisma saudando a todos. A missa foi presidida por frei Paulo Pereira, acompanhado dos freis Clarêncio, Leandro e Nazareno, além do diácono Campelo. A comentarista destacou o tema da noite, ressaltando a importância da obra diante da fé: “De que aproveitará, irmãos, a alguém dizer que tem fé, se não tiver obras? Acaso essa fé poderá salvá-lo?” (Tg 2, 14).

Para mostrar como Deus age em nossas vidas por meio da fé, o casal Victor e Cláudia, junto o filho Lucca, foi recebido para dar um testemunho. Eles são frutos da catequese de adultos de 2016, a qual decidiram fazer pela forte vontade de receber o sacramento do Batismo. Veja que história marcada por momentos difíceis, mas cercada de muita fé:

Durante a catequese, Claudia descobriu um nódulo no útero com suspeita de câncer.  Embora existisse a possibilidade de ser benigno, ela passou por momentos de angústia e perda de peso até a confirmação do diagnóstico.  Ao realizar uma segunda biópsia, descobriu que estava grávida, podendo realizar o grande sonho de ser mãe. Mas, a angustia continuou, pois os médicos diziam que a criança tinha grandes possibilidades de nascer com problemas de formação.

Eles se casaram e, ao 4º mês de gestação, Victor ficou desempregado, quando se sustentaram com apenas um salário mínimo. Lucca nasceu e os três foram batizados juntos. Na época, sugeriu ao esposo que fizesse a Novena, já que estava sem trabalho; e seguiram em frente, um apoiando o outro. Logo depois, ele foi chamado para trabalhar em um hospital, onde tinha deixado currículo há uns 3 anos e nem esperava mais por aquele emprego.

Ela finalizou o testemunho, ressaltando a importância da fé, da oração e agradecermos à Deus sempre. “Ele abrirá as portas, não no nosso tempo, mas no tempo Dele. O mundo é perverso, mas dentro de nós tem muitas coisas boas”, concluiu Claudia.

Após a leitura do Evangelho pelo diácono Campelo, frei Paulo seguiu com a homilia lembrando que estamos a caminho da celebração de Pentecostes.  “E como acontece nas festas em família, começamos a observar o que já temos e o que precisamos adquirir. Na festa do Padroeiro também é assim: fazemos essa análise dentro de nós. O que temos e o que precisamos adquirir”, explicou e, ainda, disse em tom de brincadeira: “quando alguém diz ‘nunca mais vou trabalhar na catequese….’, é um momento de renovar os ânimos.  Por isso que é bom essa festa do padroeiro, principalmente quando temos como padroeiro o ‘Divino Espírito Santo’. Olha a força que isso tem”.

Ele exemplificou padroeiro como um padrinho e lembrou com alegria de sua infância, quando escolheu como padrinho uma pessoa que tinha automóvel, o que na época era um fenômeno e poderia levá-lo para os lugares. “Padrinho é generoso, dadivoso e cheio de amor. Padroeiro é assim também. Nos revela o que há de melhor.. Nós clamamos cantando ‘Vem Espírito Santo, preenche minha vida’, olha a importância disso!”, lembrou o frei.

Ele seguiu acolheu os catequizandos com palmas e manifestou sua gratidão aos catequistas presentes.

Continuou a homilia falando da confusão que eventualmente fazemos acerca de “dons”.  Exemplificou com o dom que Frei Clarêncio tem para escrever e frei Leandro para tocar.  “Dom de Deus é diferente. Não é como um grande Noel que distribui dons de presente.  Não pode ser assim, pois dom de Deus é outra coisa. Deus é um. Deus é integralidade. Não se dá em partes, se dá integralmente. O Espírito Santo que mora em nós, mora integralmente”, destacou.

Ele pediu para que rezássemos pela unidade do Espírito Santo, pois Deus é amor e desde o início da criação, Ele demonstra Seu imenso amor:  “As criaturas, animais, plantas, etc, são sinais dos dons de Deus. O amor de Deus inspirou os profetas.  O dom que mora em nós, nos faz olhar para o céu e desejar a eternidade”, afirmou frei Paulo.
Ele ainda levou todos a refletir sobre o último desentendimento de algum relacionamento.  “Era mesmo motivo para tirar a nossa paz?”, questionou o frei, lembrando que normalmente nos aborrecemos com coisas muito pequenas.

“Quando a fé não se traduz em obras, está morta.  É muito mais que orações e ladainhas”, alertou, destacando também o quanto a sociedade está doente:  “É uma ‘esquizofrenia espiritual’, onde cremos de um jeito e agimos de outro. Isso é negação do amor de Deus que habita em nós”, enfatizou.

E finalizou clamando: “Vem Espírito Santo, me ensina a viver. Vem Espírito Santo, faz nova todas as coisas”.

Na sequência, frei Clarêncio convidou a todos para participarem do 8º Dia da Novena, ressaltando que amanhã e sábado haverá barracas com venda de comidas típicas.