Paróquia em Ação Vocacional

3º dia do tríduo: “A diaconia à serviço da caridade”

A exemplo do que vem acontecendo nos últimos dias, hoje tivemos mais uma celebração emocionante, finalizando o Tríduo em preparação à Ordenação Diaconal de Frei Leandro Costa Santos, que acontecerá amanhã, sábado dia 17, com a presença do Arcebispo de nossa Arquidiocese, Dom Luís Mancilha Vilela.

Frei Djalmo Fuck, presidiu a Celebração, com a participação dos confrades da Fraternidade Santuário Divino Espírito Santo, Frei Florival de Toledo, Frei Nazareno Lüdtke, e também os Diáconos Carlos Silva e Cláudio Campello. Também presentes os visitantes, Frei Marx Rodrigues dos Reis, Diácono do Convento São Francisco, em São Paulo/SP, Frei Diego, vindo de São Paulo, e também o Padre Mauro, Sacerdote da Paróquia Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos – Diocese Santo Amaro/SP, lugar de origem de Frei Leandro e sua família.
Frei Djalmo iniciou a celebração na noite, agradecendo a Comunidade anfitriã, Jesus Ressuscitado, que juntamente com as Comunidades São Marcos e São Benedito, foram responsáveis pela acolhida de todos e pela liturgia.

Em sua homilia, Frei Djalmo, reafirmou a alegria em que se encontra a nossa Paróquia, pela preparação da Ordenação Diaconal, que a cada noite do Tríduo, tem nos permitido refletir sobre um tema. Nessa noite “A Diaconia como serviço de caridade”.
Segue sugerindo que o Frei Leandro deve estar naturalmente apreensivo. Pensa que o coração do Frei Leandro hoje, está como o salmo do dia “Do coração atribulado está perto o Senhor”. E tranquilizando-o anuncia que “está tudo certo, porque Deus está conosco”.
Como no Evangelho de hoje, que menciona a aproximação da Festa das Tendas, quando o povo montava tendas para abrigarem-se do calor, depois de peregrinarem pelo deserto e Jesus caminhava com o povo. Assim como caminha Frei Leandro.
Frei Djalmo prosseguiu citando o Evangelho. “Será que, na verdade, as autoridades reconheceram que ele é o Messias? Mas este nós sabemos donde é. O Cristo, quando vier, ninguém saberá donde ele é. Em alta voz, Jesus ensinava no templo, dizendo: “Vós me conheceis e sabeis de onde sou; eu não vim por mim mesmo, mas o que me enviou é fidedigno”.
“Conhecemos a família de sangue do Frei Leandro, assim como os Judeus conheciam a família de Jesus”, disse Frei Djalmo. Também tem uma família, comunidade, que o acompanha.
“Foi Deus quem o chamou”, afirma Frei Djalmo.

Com a palavra o Diácono Permanente de nossa Paróquia, Carlos Silva, explicou que a palavra que resume o trabalho de um Diácono é amor. “Amor não se explica. Se sente, se decide”. “Servir é estar à disposição do outro”. A caridade deixa de ser institucionalizada, quando não esperamos que alguém venha até nós. Nós vamos até o outro. Mencionou algumas Pastorais e Ministérios que desenvolvem trabalhos de humanidade: Pastoral da Sobriedade, dos Idosos, Ministério de Promoção Humana, dentre outros.
Ressaltou que, no caso dos Diáconos Permanentes, o trabalho fica um pouco limitado, devido à vida pessoal, trabalho e família, uma vez que não vivem exclusivamente para a igreja.
Finalizou dizendo que “Caridade não tem limite”. “Estejamos sempre abertos ao amor, à caridade e ao amor aos irmãos”.
Prosseguiu a fala, o também Diácono Permanente de nossa Paróquia, Cláudio Campelo, que ressaltou o elo que existe entre caridade e família. Atualmente temos “uma pluralidade quando falamos de família”, onde avós cuidam de netos, irmão cuida de irmão, tios de sobrinhos, etc. Para desenvolver trabalho com as famílias, é necessário que se desenvolva a caridade.
Finalizou citando 1 Cor 13, 1 – “Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver caridade, sou como o bronze que soa, ou como o címbalo que retine”. E, que pelo trabalho que Frei Leandro vem desenvolvendo, não tem dúvidas, que ele atenderá aos mais pobres.

Frei Djalmo conduziu o Frei Leandro, para o “Juramento da Liberdade”. Embora tenha feito juramento quando se tornou Frei, reafirma que está fazendo essa opção para o Diaconato, de livre e espontânea vontade. Não está sendo forçado e nem coagido a essa decisão. “Assume livremente essa escolha”, e “Quer colocar todos os seus dons e capacidades ao serviço de Deus”.

Como a exemplo dos dias anteriores, Frei Djalmo reiterou, “que Frei Leandro não caminhará sozinho”.

Frei Djalmo finalizou a celebração, agradecendo de coração, a todas as Comunidades envolvidas no Tríduo.
Apresentando a família de sangue de Frei Leandro que estava presente, rogamos todos à Deus, para que suscite na igreja vocações sacerdotais. Sobretudo, que tenhamos bons pais, boas mães, boas famílias, que são fundamentais para que existam sacerdotes.